É um projeto de empreendedorismo socioambiental, atuante no campo das Artes Visuais, escrita criativa (prosa e verso), economia circular e práticas ESG. Objetivo: fomentar práticas de empreendedorismo socioambiental com mulheres periféricas por meio da cultura visual fortalecendo o potencial criativo com foco no meio ambiente. Atividades: Exposições de arte, oficinas de pintura, artesanato ecológico, customização, palestras sobre educação ambiental e empoderamento feminino.

sexta-feira, 20 de março de 2026

MULHERES EXTRAORDINÁRIAS

                                                         

                                                                      Imagem gerada com auxilio de IA, 2026

                                                MULHERES EXTRAORDINÁRIAS

                                  Por Lia Batista

 Mulheres 

São essências extraordinárias

Às vezes imperceptíveis, 

Incompreensíveis. 

Do seu interior brotam 

Mais que atitudes

Brotam cheiros de resistências

Que sangram por cima 

Por baixo 

Dentro

Geram vidas

Emprestam seus corpos 

Geram outros corpos,

Nessa complexidade singular de afeto 

Que faz sentido no “SER MULHER”.




REFERÊNCIA

BATISTA, Lia. Poemas sutis. Fortaleza: Editora RDS, 2024. Coleção Ecoarte.

© 2026 — Eliane Batista Barbosa (Lia Batista)




 


 Imagem gerada por inteligência artificial (ChatGPT/DALL·E), a partir de concepção autoral.

Nossa vida é um livro — desses que não se encontram em prateleiras empoeiradas, mas que pulsa silencioso dentro do peito. Um livro escrito com letras sensíveis, códigos quase indecifráveis, mergulhados nas profundezas do que sentimos e, muitas vezes, não dizemos.

Há dias em que ele se abre com leveza, como se pedisse para ser lido em voz alta. Em outros, se fecha com firmeza, guardando suas páginas como quem protege um segredo antigo. E há ainda aqueles dias em que ele se arrasta, pesado, como se cada palavra custasse a existir.

Vivemos, então, como livros esquecidos em uma biblioteca imensa — cercados de histórias, mas desejando, no fundo, que alguém nos escolha, nos toque, nos leia com cuidado.

Porque um livro fechado não compartilha memórias. Não revela pensamentos. Não permite que suas histórias respirem fora de si. Ele guarda, comprime, silencia. E, no silêncio prolongado, até as mais belas palavras podem adoecer.

Mas quando se abre… ah, quando se abre, algo mágico acontece.

As letras escapam. As palavras ganham corpo. Versos se alinham, estrofes se revelam, contos se desenrolam como rios. As poesias, antes oprimidas, encontram espaço para existir no mundo. E aquilo que era só interno, íntimo, quase secreto, transforma-se em ponte — ligação entre quem escreve e quem lê.

O livro da nossa vida encanta. Reencanta. Surpreende até mesmo o próprio autor.

E talvez o mais bonito seja perceber que não precisamos de leitores perfeitos — apenas de presenças dispostas. Um olhar atento, um ouvido aberto, um coração disponível já são suficientes para dar sentido às nossas páginas.

Um sorriso, a autoestima resgatada, a alegria inesperada — tudo isso funciona como capa viva, como vento que folheia nossas páginas e nos lembra que fomos feitos para ser lidos, não escondidos.

No fim, a grande verdade é simples: todo livro quer existir para além de si.

E nós também.

quarta-feira, 18 de março de 2026

I MOSTRA DE ARTE DA MATURIDADE



Imagens acervo pessoal Lia Batista - 2025

Arte, Renovação e Protagonismo na Maturidade

Participei da 1ª Mostra Artes da Maturidade de Fortaleza, uma iniciativa que valoriza e dá visibilidade ao talento de artistas com mais de 60 anos, promovendo diversas linguagens como teatro, música, dança, artes plásticas e cultura popular.

Minha participação aconteceu com a exposição de tema “Renovação”, onde apresentei obras que dialogam com o feminino, o tempo e a transformação. Entre elas:

  • Bailarinas de Lótus, simbolizando renascimento e delicadeza

  • Uma releitura inspirada em Frida Kahlo, evocando força e identidade

  • “E o Vento Levou”, trazendo a ideia de movimento e liberdade

Além da exposição visual, também realizei a declamação do meu poema autoral “Vai Idade”, uma homenagem sensível à pessoa idosa, exaltando sua história, sabedoria e potência de vida.

A mostra aconteceu entre os dias 14 e 16 de outubro, no Centro Cultural Banco do Nordeste, integrando as comemorações do Dia Internacional da Pessoa Idosa.

O projeto é apoiado pela Secretaria de Cultura de Fortaleza, por meio da Política Nacional Aldir Blanc, e foi idealizado pela atriz Mazé Figueiredo, que reforça: a arte não tem idade — ela se renova, floresce e permanece viva em cada trajetória.

Participei da 1ª Mostra Artes da Maturidade de Fortaleza, uma iniciativa que valoriza e dá visibilidade ao talento de artistas com mais de 60 anos, promovendo diversas linguagens como teatro, música, dança, artes plásticas e cultura popular.

Minha participação aconteceu com a exposição de tema “Renovação”, onde apresentei obras que dialogam com o feminino, o tempo e a transformação. Entre elas:

  • Bailarinas de Lótus, simbolizando renascimento e delicadeza

  • Uma releitura inspirada em Frida Kahlo, evocando força e identidade

  • “E o Vento Levou”, trazendo a ideia de movimento e liberdade

Além da exposição visual, também realizei a declamação do meu poema autoral “Vai Idade”, uma homenagem sensível à pessoa idosa, exaltando sua história, sabedoria e potência de vida.

A mostra aconteceu entre os dias 14 e 16 de outubro, no Centro Cultural Banco do Nordeste, integrando as comemorações do Dia Internacional da Pessoa Idosa.

O projeto é apoiado pela Secretaria de Cultura de Fortaleza, por meio da Política Nacional Aldir Blanc, e foi idealizado pela atriz Mazé Figueiredo, que reforça: a arte não tem idade — ela se renova, floresce e permanece viva em cada trajetória.

sábado, 14 de março de 2026

REFLEXÕES SOBRE O DESIGN COMO PRÁTICA DE PROJETO EM BONSIEPE

         
Imagem: 
Disponível em: https://www.blucher.com.br/design-como-pratica-de-projeto_9788521206767. Acesso em: 14mar. 2026.
Por Lia Batista

    A discrepância entre o discurso e a prática na vida cotidiana ainda é significativa; a meu ver, essa questão tem recebido pouca atenção no que se refere ao termo design. Para Bonsiepe (2012, p. 20), não há confluência entre “tecnologia, economia e cultura cotidiana, salvo em alguns casos da filosofia; aquilo que os alemães chamam de Lebenswelt (mundo da vida)”.

     Refletindo sobre o conteúdo proposto, o autor aborda a relação entre esses elementos e o design. Nesse sentido, percebe-se que ainda falta um olhar mais cuidadoso quanto à perspectiva projetual do design para que ele seja realmente eficaz no desenvolvimento do mundo que nos cerca, tendo em vista que o design não se orienta em disciplinas universitárias para obter conhecimentos científicos

     Assim, a função do design precisa ir além da estética. Ele deve estar ligado a outros conhecimentos, contextos e funcionalidades dos produtos, considerando aspectos culturais, sociais e comportamentais das pessoas. Desse modo, é fundamental que o design se preocupe com as relações entre objetos, cultura e sociedade, e não apenas com a representação visual dos produtos.

     Viver em um mundo em que a representação visual muitas vezes significa apenas aumentar o capital financeiro é contraditório, pois a importância do design vai além da superficialidade. Sua função é projetar e transformar a vida cotidiana. Dessa forma, o autor defende que o design não deve ser apenas uma ferramenta de mercado; tecnologia, sociedade e vida cotidiana precisam manter relações interligadas e transformadoras para enfrentar crises sociais, ambientais e econômicas.

     Enquanto a ciência busca conhecer e explicar o mundo, o design sustentável procura criar projetos e transformações que melhorem a vida das pessoas. Nesse contexto, ambas se complementam, pois os problemas complexos da vida cotidiana exigem colaboração interdisciplinar.

     A popularização da palavra “design” na mídia, a partir da década de 1990, trouxe algumas consequências. Segundo Bonsiepe (2012, p. 20), “os designers refutaram este mal-entendido durante décadas”, pois houve certa banalização do termo, muitas vezes associado apenas ao luxo, a produtos supérfluos, caros e de boa aparência.

     Essa visão de que o design é apenas algo acrescentado ao produto é distorcida, uma vez que as especificidades e funções do objeto são fundamentais para o processo de design.

     Em relação à gestão empresarial do chamado design thinking, frequentemente apresentado como algo novo, o autor discorda dessa ideia. Ele argumenta que soluções criativas para problemas complexos sempre existiram, sendo o termo apenas um novo rótulo para práticas já conhecidas.

     Diante das crises contemporâneas — climática, energética, ambiental e social - repensar o design torna-se fundamental. Projetar produtos que consumam menos energia ao longo de toda a cadeia produtiva, desde a fabricação até o pós-uso, é um dos desafios atuais.

     Nesse contexto, o design deve reunir esforços colaborativos para encontrar soluções viáveis para esses problemas. Bonsiepe também critica o domínio da lógica de mercado, especialmente a centralidade do “branding e do marketing”. Segundo o autor, o design muitas vezes perde autonomia por questões sociopolíticas, “força onipresente e até esmagadora do mercado”, pois o valor simbólico das marcas acaba se impondo sobre o processo de projeto, levando, em alguns casos, à autopromoção em detrimento da qualidade do projeto.

     Assim, o papel do design deve estar relacionado à inclusão social, à consideração dos impactos ambientais, ao consumo de energia e à organização da vida em sociedade. Em outras palavras, trata-se de assumir uma responsabilidade social.

     Ao refletir sobre países emergentes, especialmente na América Latina, observa-se a fragilidade da identidade tecnológica e da autonomia econômica. A dependência de países industrializados para suprir demandas de matéria-prima “sem componente dinâmico, sem design” contribui para aprofundar desigualdades sociais. Nesse cenário, o autor destaca a importância do design para desenvolver “um modelo próprio menos intensivo no uso de recursos”, capaz de promover um crescimento mais sustentável.

     Apesar de sua relevância, o design ainda recebeu pouca atenção, enquanto áreas como arte, cinema, ciências e literatura despertaram maior interesse acadêmico.

     Diante disso, é necessário acreditar na possibilidade de construir um mundo melhor, pois essa visão orienta os projetos. Assim, o design ultrapassa a dimensão estética e mercadológica, assumindo também o papel de promover transformações sociais.

Este texto contou com apoio de inteligência artificial para revisão gramatical e organização textual.


REFERÊNCIA

BONSIEPE, Gui. Design como prática de projeto. Apresentações de Freddy van Camp e Darcy Ribeiro. São Paulo: Blucher, 2012.© Eliane Batista, 2026. Todos os direitos reservados.

terça-feira, 10 de março de 2026

Pintura Como Acontecimento

 


Nome da obra: 
ENTRE O SILÊNCIO E A VIGÍLIA 
Técnica: Acrílico sobre lona plástica. (Reaproveitamento de lona plástica)
Artista: Lia Batista 
Tam.: 40x50cm
Ano: 2026






Hoje tive a alegria de participar de uma gravação para a TV Câmara Fortaleza, compartilhando um pouco do meu processo criativo e da minha trajetória nas artes visuais.

Durante a gravação, falei sobre minha relação com a arte como caminho de memória, identidade e expressão. 

Enquanto pintava, pude mostrar como cada obra nasce de um diálogo entre sensibilidade, território e vivências que atravessam minha história.

A arte, para mim, é também um gesto de resistência e de partilha. Cada tela carrega fragmentos de memória, de cultura e de afetos que se transformam em linguagem visual.

Sou grata a REMES (Rede de Mulheres Empreendedoras Sustentáveis) e a TV Câmara de Fortaleza pelo convite e pela oportunidade de levar a arte para outros espaços de diálogo, aproximando o público do processo artístico e da potência transformadora da criação.

Que a arte continue abrindo caminhos, despertando olhares e conectando pessoa.

Na imagem, o gesto artístico se revela em processo: o instante em que a obra ainda respira o movimento da criação. 

A pintura em preto e branco, marcada por linhas orgânicas e formas que se expandem pelo campo da tela, evidencia uma pesquisa visual que dialoga com o corpo, o território e a linguagem simbólica.

A economia cromática intensifica a força gráfica da composição, permitindo que o contraste entre luz e sombra conduza o olhar e crie uma narrativa visual pulsante.

O trabalho de Lia Batista insere-se em uma poética que valoriza o processo tanto quanto o resultado final. O ato de pintar torna-se performance silenciosa, onde memória, experiência e gesto se entrelaçam. 

As formas presentes na tela evocam fragmentos de paisagem, anatomia e grafismos que sugerem movimento, deslocamento e transformação.

A presença da câmera registra não apenas a artista, mas também o encontro entre arte e comunicação pública. 

Ao compartilhar seu processo em uma gravação para a TV Câmara Fortaleza, a artista amplia o alcance da obra e reafirma o papel da arte como instrumento de diálogo com a sociedade.

Texto Curatorial

Na imagem, o gesto artístico se revela em processo: o instante em que a obra ainda respira o movimento da criação. A pintura em preto e branco, marcada por linhas orgânicas e formas que se expandem pelo campo da tela, evidencia uma pesquisa visual que dialoga com o corpo, o território e a linguagem simbólica. A economia cromática intensifica a força gráfica da composição, permitindo que o contraste entre luz e sombra conduza o olhar e crie uma narrativa visual pulsante.

O trabalho de Lia Batista insere-se em uma poética que valoriza o processo tanto quanto o resultado final. O ato de pintar torna-se performance silenciosa, onde memória, experiência e gesto se entrelaçam. As formas presentes na tela evocam fragmentos de paisagem, anatomia e grafismos que sugerem movimento, deslocamento e transformação.

A presença da câmera registra não apenas a artista, mas também o encontro entre arte e comunicação pública. Ao compartilhar seu processo em uma gravação para a TV Câmara Fortaleza, a artista amplia o alcance da obra e reafirma o papel da arte como instrumento de diálogo com a sociedade.

Assim, a cena documenta mais do que uma pintura em andamento: revela um território de criação onde gesto, memória e identidade se manifestam como linguagem visual contemporânea. 

Agradecimento ao repórter por colaborar dessa experiência criativa nessa obra. 

quarta-feira, 4 de março de 2026

PALESTRA - “A Força da Palavra na Construção da Identidade Cultural”

 

Cultura que floresce nos municípios.



Imagem: Acervo pessoal - Lia Batista 2026

Estive no município de Pacajus (CE) para ministrar uma palestra dedicada à valorização da cultura, da literatura e das iniciativas que fortalecem a identidade dos nossos territórios. Foi um encontro de partilha, escuta e inspiração, reunindo escritores e professores em um diálogo sensível sobre o papel das academias, dos projetos culturais e da formação de novos protagonistas na construção de uma sociedade mais consciente, criativa e culturalmente ativa.

Falar sobre cultura nos municípios é falar de pertencimento, memória e futuro. É reconhecer talentos, incentivar vozes e reafirmar que a arte e a educação são caminhos reais de transformação social.

REVISTA VOZ DA PALAVRA

Voz da Palavra: quando a literatura ganha corpo e território


Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista (2026)


Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista (2026)

Estive presente no lançamento das edições físicas 17, 18 e 19 da Revista Voz da Palavra, publicação literária idealizada pelos escritores cearenses Gilson de Albuquerque Pónthes e Pedro Blum de Moura.

Depois de um percurso inicialmente virtual, a revista materializou-se em formato impresso, marcando uma nova etapa de sua trajetória editorial. O encontro aconteceu em espaço cultural no município de Eusébio, reunindo escritores cearenses e fortalecendo a cena literária contemporânea do estado.




Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista (2026)

A edição 19 destacou um dos diretores, Gilson Pónthes, também artista plástico, reafirmando o diálogo entre palavra e imagem, literatura e artes visuais.

O lançamento foi mais que um evento editorial — foi um encontro de vozes e presenças. Participei com uma mini exposição de obras de arte e artesanato ecológico, propondo um diálogo entre sustentabilidade, criação artística e literatura. 





Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista (2026)

Além disso, apresentei meu livro Poemas Sutis por Lia Batista, publicado pela  Editora RDS-2024, obra classificada pelo o Ministério da Cultura, por meio do Prêmio Carolina Maria de Jesus (2023) ) iniciativa do Governo Federal voltada ao reconhecimento da produção literária feminina.

Entre páginas recém-impressas, telas expostas e conversas partilhadas, reafirmou-se a potência da cultura produzida no Ceará: uma literatura que nasce do território, se articula em rede e encontra no impresso não apenas suporte material, mas gesto simbólico de permanência.


Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista (2026)

Estar ali foi também afirmar meu compromisso com a arte como prática de encontro, pesquisa e resistência cultural — onde a palavra não apenas se escreve, mas se vive, se compartilha e se torna comunidade.

(Texto elaborado a partir de reflexões autorais, com apoio de ferramenta de inteligência artificial.)


Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista (2026)

Quero parabenizar e agradecer aos organizadores do evento, o grande ficcionista, romancista, novelista e contista Bernivaldo Carneiro pelo acolhimento, aos diretores da Revista  Voz da Palavra (Gison Pontes e Pedro Blum) e a todos os acadêmicos, literários e apreciadores da boa arte, literatura e cultura que estiveram presentes. 

Saiba mais:

Disponivel em: https://revistavozdapalavra.com.br/. Acesso em: 04 de mar. 2026.

REFERÊNCIA

Texto revisado e estruturado com apoio do ChatGPT (OpenAI, 2026).

EMPREENDENDO COM O "LIXO" AUTOMOTIVO

CORDEL LIA E PAIXÃO/Por Ivonete Morais Cordelista

                                               LIA E PAIXÃO: UM CASAL APAIXONANTE  Capa produzida com auxilio de IA, 2026 Eu vou agora conta...