Eco Arte por Lia Batista

É um projeto de empreendedorismo socioambiental, atuante no campo das Artes Visuais, escrita criativa (prosa e verso), economia circular e práticas ESG. Objetivo: fomentar práticas de empreendedorismo socioambiental com mulheres periféricas por meio da cultura visual fortalecendo o potencial criativo com foco no meio ambiente. Atividades: Exposições de arte, oficinas de pintura, artesanato ecológico, customização, palestras sobre educação ambiental e empoderamento feminino.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Museu do Cafe Vale Ouro Verde/Serra Negra


Na Rota do Café, em Serra Negra, encontrei um lugar verdadeiramente especial: o encantador Museu do Café Vale do Ouro Verde. Fundado por Nelson Bruni, em meio à natureza sua  exuberância está entre cafezais, aromas e histórias de família.  Nesse roteiro pude vivenciar uma experiência cheia de cultura, memória e tradição.



O museu, instalado em uma aconchegante casa de colonos, guarda um rico acervo sobre a trajetória do café no Brasil e no mundo. Máquinas antigas, utensílios de época, fotografias e objetos históricos revelam a importância econômica, cultural e afetiva do café para gerações de produtores.



Outro ponto emocionante da visita foi conhecer o Memorial da Família Vale do Ouro Verde, que conta a história da imigração italiana da família, iniciada em 1888, e sua forte ligação com o cultivo do café ao longo dos anos. Cada detalhe do espaço transmite carinho, dedicação e amor pela terra.


Além do acervo histórico, o espaço cultural também encanta com a mostra fotográfica permanente da artista Roseli F. Bruni, inspirada nas paisagens do cafezal e na beleza da propriedade. Arte e café se unem em perfeita harmonia, transformando o passeio em uma verdadeira imersão cultural.

Um lugar acolhedor, cheio de significado e perfeito para quem aprecia história, natureza e um bom cafezinho.

Saiba mais! 

Museu do Café

Cultural, Ecotutismo, Rural.

Disponivel em: https://visiteserranegra.com.br/turismo/museu-do-cafe/. Acesso em 29/05/2026.

Fonte: em: https://www.valedoouroverde.com.br/museu-do-cafe. Acesso em: 29/05/2026.


Na Rota do Café: Fazenda Olivotto.

Entre Sabores, Flores e Tradições: Uma Experiência Encantadora na Rota do Café em Serra Negra


Recentemente tive a alegria de conhecer a encantadora Fazenda da família Olivotto, localizada em Serra Negra, um dos destinos mais acolhedores da famosa Rota do Café. A visita foi muito além de um simples passeio: foi uma verdadeira imersão na cultura, nos sabores e nas tradições do interior paulista.




Logo na chegada, fui recebida por um ambiente extremamente florido e convidativo, onde cada detalhe transmite cuidado, simplicidade e afeto. A paisagem verde, o clima agradável da serra e o aroma do campo tornam a experiência ainda mais especial para quem busca tranquilidade e conexão com a natureza.

A fazenda oferece atrações que agradam toda a família. O pesqueiro é um espaço perfeito para momentos de descanso e lazer, cercado pela beleza natural da região. Já o restaurante encanta com pratos típicos da culinária regional, preparados com aquele sabor caseiro que desperta memórias afetivas e valoriza a tradição da cozinha do interior.

Outro destaque do passeio é o alambique, que preserva parte importante da história e da cultura local. Conhecer um pouco do processo artesanal e das tradições familiares transmitidas entre gerações foi uma experiência enriquecedora e cheia de autenticidade.


Percorrer a Rota do Café em Serra Negra é também compreender a importância histórica e cultural do café para o desenvolvimento da região. Entre montanhas, fazendas e paisagens acolhedoras, o visitante encontra não apenas belas vistas, mas também histórias de trabalho, dedicação e amor pela terra.


Voltei dessa viagem com o coração leve e repleto de boas lembranças. Lugares assim nos fazem desacelerar, apreciar os pequenos detalhes da vida e valorizar as riquezas culturais do nosso país.

Se você aprecia turismo rural, boa gastronomia, natureza e experiências cheias de afeto, a Fazenda da família Olivotto certamente merece entrar no seu roteiro de viagem. 

Imagens: Acervo pessoal (2026)

Por Lia Batista

Saiba mais!

Disponível em:  https://www.restauranteolivotto.com.br/Acesso em: 28/05/2026.

Disneylândia dos Robôs


Hoje vivi uma experiência que despertou minha criança interior e, ao mesmo tempo, me fez refletir sobre criatividade, sustentabilidade e arte. Visitei a famosa “Disneylândia dos Robôs”, um espaço surpreendente onde a imaginação ganha forma através de peças produzidas com sucata e materiais recicláveis.

Cada ambiente parecia contar uma história diferente. Fiquei admirada com a riqueza de detalhes das esculturas, personagens e instalações criadas a partir de objetos que, muitas vezes, seriam descartados. É impressionante perceber como a arte pode transformar aquilo que parecia sem utilidade em verdadeiras obras cheias de vida, movimento e expressão.



Além do universo tecnológico e artístico dos robôs, outro momento que me encantou profundamente foi a exposição sobre o Egito Antigo. A atmosfera misteriosa, os símbolos, as referências históricas e as representações artísticas criaram uma verdadeira viagem no tempo. Foi impossível não imaginar a grandiosidade daquela civilização que até hoje desperta curiosidade e fascínio em todo o mundo.


A experiência foi muito além de um simples passeio. Foi um encontro entre passado e futuro, entre sustentabilidade e criatividade, entre arte e consciência ambiental. Saí de lá inspirada a enxergar beleza nas pequenas coisas e a compreender que a criatividade humana é capaz de reinventar o mundo ao nosso redor.

Mais do que uma exposição, o espaço nos convida a refletir sobre consumo, reaproveitamento e o valor da arte como ferramenta de transformação social e cultural.

Sem dúvidas, foi um dia especial que ficará guardado na memória. 

— Lia Batista

Saiba mais:

Disponivel em: https://disneylandiadosrobos.com.br/. Acesso em: 29 Mai 2026.

Festival do Café e Riquezas da Serra Negra.

 



Tive a honra de visitar um dos festivais mais encantadores da região de Serra Negra, um verdadeiro encontro entre cultura, música, tradição e os sabores marcantes do interior paulista.


A cidade, conhecida por seu charme acolhedor e pelas belas paisagens da serra, recebeu visitantes de várias regiões para celebrar um evento repleto de experiências gastronômicas e apresentações musicais que aqueceram o coração do público. 

Além dos animados shows sertanejos, o festival proporcionou uma verdadeira viagem pelos sabores da culinária regional.

Entre aromas irresistíveis e barracas cuidadosamente decoradas, foi possível encontrar uma grande variedade de queijos artesanais, doces típicos, compotas, vinhos especiais e delícias produzidas por famílias e pequenos produtores locais. 

Cada detalhe revelava o carinho e a dedicação das fazendas da região, valorizando a tradição e a identidade cultural do interior.

Um dos grandes destaques do festival, sem dúvida, foram os deliciosos cafezinhos das fazendas locais. O aroma fresco do café passado na hora tomava conta do ambiente e convidava os visitantes a apreciar cada gole com calma e contemplação.

Conhecida por integrar a tradicional rota do café, Serra Negra mostrou mais uma vez a força da produção regional e o valor histórico dessa bebida tão presente na cultura brasileira.

O evento também foi uma oportunidade especial para conhecer melhor o trabalho dos produtores locais, que preservam receitas, técnicas artesanais e tradições passadas de geração em geração. Mais do que um festival gastronômico, a experiência se transformou em um verdadeiro mergulho cultural.

Caminhar entre os estandes, experimentar sabores únicos e ouvir boa música em meio ao clima agradável da serra tornou o passeio ainda mais especial. Tudo era cuidadosamente preparado para acolher os visitantes com alegria, beleza e hospitalidade.

Serra Negra está de parabéns por realizar um evento tão rico em cultura, sabores e experiências afetivas. Sem dúvida, foi um festival memorável, daqueles que deixam saudade e despertam o desejo de voltar muitas vezes.

Por Lia Batista 

sábado, 11 de abril de 2026

CORDEL O CANTO DA JANDAIA — FORTALEZA - 300 ANOS

 

                           Imagem: Acervo pessoal, 2026

                         FORTALEZA 300 ANOS

                        Pintura acrilico sobre telaa

                       Artista: Lia Batista

                       Tam.:  90cmx60cm

                    Ano: 2026 

 

1

Fortaleza faz trezentos

De história e resistência

Nasceu entre o mar e o forte

Firmou sua existência

Hoje canta sua vida

Com coragem e consciência

2

Do antigo forte erguido

Veio o nome da cidade

Entre lutas e caminhos

Construiu sua identidade

Carregando em cada canto

A força da ancestralidade

3

A jandaia sobrevoa

Com seu canto anunciando

Que a memória dessa terra

Segue viva, ecoando

De Messejana à beira-mar

Vai o tempo se contando

4

Cada rua guarda história

De suor e construção

Do pescador ao artista

Do trabalho ao coração

Fortaleza se levanta

Com o povo em união

5

Terra de luz e de vento

De cultura popular

Onde o verso vira ponte

Pra verdade atravessar

E o cordel vira bandeira

Pra cidade celebrar

6

Iracema segue viva

Na memória e tradição

Símbolo do nosso povo

De beleza e emoção

Seu olhar ainda reflete

A origem da nação

7

Como escreveu José de Alencar um dia

Em romance singular

Deu à virgem dos lábios doces

Um eterno caminhar

E no peito de quem lê

Fez a lenda eternizar

8

No canto da jandaia

Tem poesia no ar

É a voz da própria terra

Que insiste em se expressar

Mesmo quando o tempo muda

Ela volta a nos guiar

9

Fortaleza é resistência

Contra o vento e a maré

Quem conhece sua história

Sabe bem como ela é

Cidade que nunca cansa

E não perde nunca a fé

10

Do sertão que se aproxima

Ao azul do litoral

Há um povo que resiste

Com valor fundamental

Transformando dificuldade

Em caminho essencial

11

No mercado e na calçada

Na escola ou no quintal

Brota arte em cada gesto

De maneira natural

Fortaleza é poesia

No seu jeito original

12

São trezentos anos vivos

De memória e construção

Cada passo dessa história

Foi escrito com a mão

De um povo que nunca foge

Da luta e da criação

13

Se o futuro nos chama

Com desafios por vir

Fortaleza se reinventa

Sem jamais se dividir

Pois conhece suas raízes

E não deixa de florir

14

A jandaia segue firme

Como símbolo a cantar

Guardando no seu canto

Tudo que é de preservar

A história dessa terra

Que não cansa de lutar

15

Neste marco tão bonito

De três séculos de luz

Fortaleza se engrandece

Pelo povo que conduz

Sua história de coragem

Que o tempo nunca reduz

16

E eu encerro este cordel

Com respeito e emoção

Celebrando essa cidade

Que pulsa no coração

Fortaleza é poesia

Viva em cada geração

© 2026, Lia Batista

Todos os direitos reservados.

Este cordel é uma obra original, protegida pela Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98).

Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, distribuída ou transmitida por qualquer meio, sem autorização prévia da autora, exceto para citações em resenhas críticas e trabalhos acadêmicos, com a devida referência.

Batista, Lia

O canto da jandaia — 300 anos / Lia Batista.

— Fortaleza, 2026.

                    @liabatista 2026. Todos os direitos resevados 



EMPREENDENDO COM O "LIXO" AUTOMOTIVO

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