Eco Arte por Lia Batista

É um projeto de empreendedorismo socioambiental, atuante no campo das Artes Visuais, escrita criativa (prosa e verso), economia circular e práticas ESG. Objetivo: fomentar práticas de empreendedorismo socioambiental com mulheres periféricas por meio da cultura visual fortalecendo o potencial criativo com foco no meio ambiente. Atividades: Exposições de arte, oficinas de pintura, artesanato ecológico, customização, palestras sobre educação ambiental e empoderamento feminino.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

MUSEU DO CAJU 19 ANOS

 





Imagens: Acervo pessoal - 2026

Museu do Caju celebra 19 anos de resistência, cultura e patrimônio vivo do Nordeste

Por Lia Batista

No dia 13 de setembro, o Museu do Caju, localizado em Caucaia, no Ceará, celebrou 19 anos de história, resistência e dedicação à cultura nordestina.

Ao longo de quase duas décadas, o Museu vem construindo uma trajetória que ultrapassa a ideia tradicional de um espaço destinado apenas à preservação de objetos e memórias. Trata-se de um museu social e socioambiental, que encontra na cultura do caju uma forma de valorizar pessoas, histórias, saberes, trabalho e identidade.

Em meio às adversidades enfrentadas por iniciativas culturais e sociais, o Museu do Caju permanece resistindo e mantendo viva uma importante rede de saberes. Sua atuação alcança aproximadamente 150 famílias de produtores e artesãos do Ceará, fortalecendo a cultura, a economia comunitária e a valorização dos conhecimentos ligados ao universo do caju.

  O caju como memória e identidade

No Museu do Caju, o fruto símbolo do Ceará ganha novas dimensões. O caju é alimento, economia, arte, artesanato, literatura, memória e patrimônio.

É também uma ponte entre gerações.

A história do cajueiro e de seus frutos está profundamente relacionada à vida de muitas comunidades nordestinas. Valorizar essa história significa reconhecer também as pessoas que plantam, colhem, transformam e criam a partir dessa riqueza natural e cultural.

Por isso, considero o Museu do Caju um espaço de patrimônio vivo, onde a cultura não está parada no tempo, mas continua sendo construída diariamente pelas mãos de produtores, artesãos, artistas, pesquisadores e visitantes.

 Eco Arte Lia Batista e o Museu do Caju

Minha relação com o Museu do Caju também faz parte dessa história.

Nosso projeto Eco Arte Lia Batista tem a alegria de ser parceira do Museu, que abriga em sua pinacoteca 85 obras da artista visual Lia Batista.

Para mim, ter essas obras nesse espaço representa muito mais do que uma exposição. É a possibilidade de colocar a arte em diálogo com a memória, a natureza, a sustentabilidade e a cultura do nosso Ceará.

Minha produção artística nasce muitas vezes das coisas simples do cotidiano e daquilo que faz parte da nossa identidade. O caju, nesse contexto, tornou-se uma presença especial em minha trajetória, permitindo que minha arte dialogue com a cultura cearense e com os saberes populares.

 Um museu que leva o Nordeste para o mundo

Ao celebrar seus 19 anos, o Museu do Caju celebra também a capacidade de uma iniciativa social permanecer de pé, criando possibilidades e levando para diferentes públicos a riqueza cultural do Nordeste.

Por isso, parabenizo o diretor Gerson Linhares pela iniciativa, pela perseverança e pelo trabalho dedicado à construção e manutenção desse espaço.

Um museu socioambiental como esse nos lembra que preservar patrimônio também é cuidar das pessoas, da natureza, da memória e dos saberes que formam uma comunidade.

Que o Museu do Caju continue sendo esse lugar de encontro, acolhimento, pesquisa, arte, cultura e transformação.

Que seus frutos continuem chegando cada vez mais longe.

E que o cajueiro, com suas raízes profundas e seus frutos generosos, continue simbolizando a força de um povo que resiste, cria e transforma.

Parabéns ao Museu do Caju pelos seus 19 anos!

Minha gratidão por fazer parte dessa história e por poder contribuir, através da arte, para a valorização do nosso patrimônio cultural.

Gratidão! 

Lia Batista
Artista Visual e Escritora
Eco Arte Lia Batista

MUSEU DO CAJU
Acesse: https://www.instagram.com/museudocaju/

Nota de transparência: Texto de autoria de Lia Batista, elaborado a partir de informações e experiências da autora, com auxílio do ChatGPT (OpenAI) na organização e revisão textual.

EXPERIÊNCIA DE ESCUTA-SETEMBRO AMARELO





Quando a arte encontra o cuidado: uma experiência de escuta, corpo e sustentabilidade

Foi uma experiência muito especial.

Fui convidada pela psicóloga Eveline Freire, idealizadora da roda de conversa e fundadora do Instituto Recomeçando, para participar como voluntária de uma vivência com a comunidade.

A proposta aconteceu dentro das ações do Setembro Amarelo e nasceu com um desejo muito simples: criar um espaço para parar, sentir, escutar e olhar para nós mesmos e para o outro com mais cuidado.

Começamos pelo corpo.

Convidei as pessoas a perceberem o próprio corpo, a sentirem, a tocarem suas mãos, seus braços, seus ombros, respeitando cada limite e cada história. Depois, fomos ampliando esse olhar para o espaço e para as pessoas que estavam ali.

E então vieram algumas perguntas:

Quem sou eu nesse corpo?
Quem sou eu nesse espaço?
Quem sou eu nesse mundo?

Foram perguntas que abriram espaço para muitas reflexões.

A conversa foi acontecendo de maneira muito natural. Falamos sobre nossas experiências, nossas habilidades, aquilo que sabemos fazer e também aquilo que gostaríamos de aprender.

E foi bonito perceber quantos saberes existem dentro de uma comunidade.

A arte também foi para a praça

Depois da vivência, tivemos a oportunidade de levar a exposição para a praça, aproximando a arte dos moradores.

Foi um momento muito sensível para mim.

A praça, que normalmente é apenas um lugar de passagem ou encontro, naquele momento virou também um espaço de arte, conversa e aproximação.

As pessoas chegavam, olhavam, perguntavam, conversavam. E eu percebi mais uma vez que a arte não precisa estar somente dentro de uma galeria ou de um espaço formal.

A arte pode estar na praça.

Pode estar no quiosque.

Pode estar nas mãos de uma pessoa que transforma um material que seria descartado em alguma coisa nova.

Pode estar numa conversa.

Pode estar no encontro entre pessoas.

E o que fica depois desse encontro?

Fica a vontade de continuar.

A partir dessa experiência, começamos a pensar em um projeto de continuidade para o Quiosque do Instituto Recomeçando, com duração de um ano.

A ideia é construir, junto com a comunidade, um espaço que una arte, cultura, sustentabilidade, convivência e empreendedorismo sustentável.

Queremos trabalhar com oficinas, reaproveitamento de materiais, artesanato, troca de saberes, valorização da cultura e identificação das habilidades de cada participante.

Mas, para mim, o mais importante é que esse espaço não seja apenas um lugar para produzir coisas.

Quero que seja um lugar para produzir encontros.

Um lugar onde alguém possa chegar trazendo um saber e sair levando outro.

Onde possamos criar com as mãos, mas também criar vínculos.

Onde o material que seria descartado possa ganhar uma nova vida — e onde nós também possamos perceber que sempre existe possibilidade de recomeçar.

Recomeçar também é criar

Essa experiência me fez pensar muito sobre o significado da palavra recomeço.

Recomeçar pode ser aprender uma nova técnica.

Pode ser descobrir uma habilidade que estava esquecida.

Pode ser conhecer alguém.

Pode ser transformar um objeto.

Pode ser ocupar um espaço de uma maneira diferente.

Pode ser simplesmente permitir-se estar presente.

É isso que desejo levar para a continuidade desse projeto: a compreensão de que arte, cuidado e sustentabilidade podem caminhar juntos.

A roda de conversa terminou, a exposição terminou, mas alguma coisa ficou.

Ficou uma semente.

E agora queremos cuidar dela.

Por Lia Batista
Eco Arte

 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

SUSTENTABILIDADE E INOVAÇÕES

 

Imagem disponível em: 
<https://www.be-the-story.com/pt/ambiente/ecodesign-fazer-produtos-circulares-e-mais-sustentaveis/> Acesso em 20 de ago 2025.


CURSO DE ECODESIGN, ECONOMIA CIRCULAR E SUSTENTABILIDADE.

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA



DISCIPLINA: ECONOMIA CIRCULAR, SUSTENTABILIDADE E INOVAÇÃO


POR: Eliane Batista Barbosa (Lia Batista).

Esta é uma das atividades do curso de Pós-Graduação na área de sustentabilidade.


A educação é o percurso mais eficaz para se encontrar um equilíbrio entre crescimento econômico e sustentabilidade ambiental, logo precisamos com urgência fomentar práticas salutares que atendam nossas necessidades enquanto seres pensantes de modo que seja preservada a vida do planeta Terra, em prol das futuras gerações. 

Sabendo que o conceito de sustentabilidade precisa ir além do discurso poético, urge utilizar com racionalidade os recursos naturais, aliados ao desenvolvimento econômico, sobretudo que este procure conscientizar, preservar, proteger, entender e se utilizar de práticas simples em nosso cotidiano.                 Nesse pressuposto estamos diante de um grande desafio, pois é urgente debater e encontrar soluções viáveis para maximizar a preservação da vida no planeta Terra. 

Assim, cabe-nos repensar no consumo consciente pautado na redução da pegada de carbono, o uso de combustíveis fósseis e de produtos químicos entre humanos e empresas que muito tem prejudicado a saúde do planeta. 

            Para a Exame (2023), com essa lógica podemos exemplificar, o tripé da sustentabilidade a seguir: 

  • Sustentabilidade ambiental – é um conceito fundamentado na abordagem holística, onde a natureza e meio ambiente precisam de proteção, por serem fontes não renováveis, portanto, carecem de ser utilizados de forma racional. 

  • Desenvolvimento econômico - nesse pilar, o crescimento econômico precisa ser pautado na geração de riqueza qualitativa para todos, incluindo quaisquer tipos de atividades sem prejudicar o ambiente, assim como “recursos financeiros, agrícolas, turismo, industriais, etc.” permitindo que a sustentabilidade seja pensada em todos os pilares. 

  • Sustentabilidade social - Nesse pilar é preciso pensar no desenvolvimento social, qualidade de vida, nos aspectos culturais, saúde e educação para que todos alcancem uma vida saudável.


Para que isso seja viável acredito que as práticas do consumo inconsciente, o descarte inadequado do lixo urbano, o desmatamento e as queimadas são preocupantes, sobretudo quando percebemos as enchentes nas grandes metrópoles, derretimento das geleiras, aumento da temperatura e o crescimento demográfico mundial. 

As práticas sustentáveis precisam fazer parte da educação, seja formal ou informal. Um dos exemplos dessas práticas são as energias sustentáveis, como: energia fotovoltaica, hídrica e eólica, que vão se destacado como um ótimo exemplo, principalmente no Brasil. 

 Com isso, o uso de recursos naturais renováveis, como o sol, presente no Nordeste, praticamente o ano inteiro, os ventos nos litorais e os rios, que surgem como alternativas de baixo impacto e menor custo de manutenção.

Por isso, é possível minimizar os impactos ambientais e melhoria dos negócios com redução de custos operacionais para as empresas, impactando assim, na vida da sociedade e do planeta. 

Nesse quesito, para se alcançar a sustentabilidade mais inclusiva, quanto às energias renováveis é necessário investimento do poder público para atender as necessidades das famílias em “situação de vulnerabilidade”, pois, energia limpa e acessível é um dos itens que atendem ao “Objetivo 7 - ODS Objetivos do Desenvolvimento Sustentáveis - Agenda 2030. (Objetivos do Desenvolvimento sustentáveis, 2018).

Assim, devemos priorizar a sustentabilidade na busca por as novas oportunidades de negócios, pois, estas surgirão para mostrar que a criatividade humana é capaz de conjugar desenvolvimento econômico e preservação ambiental, sobretudo, tentar adequar, preservar ou pelo menos minimizar os impactos ao nosso ecossistema. 

Para Exame (2023), empresas de todo o planeta já estão envolvidas com as questões ambientais e as tornam mais conscientes; com isso as se evidenciam oportunidades de venderem mais seus “produtos ou serviços com possibilidade de aceder a estes mercados e satisfazer os desejos dos consumidores por produtos mais responsáveis.” 

Muito embora os efeitos danosos já tenham se efetivado, as mudanças positivas sempre as levam a fazer com que o consumidor veja que é possível uma mudança para uma nova concepção e de um novo momento de ação.

Diante do exposto, devemos unir esforços, mudar hábitos e conceitos, bem como ter um olhar sistêmico sobre o tema, pois as consequências já se avizinham e começam a causar danos em várias partes do mundo. 

Apesar desses discursos acalorados, empresas e governos parecem longe do desejável; A bola da vez da sustentabilidade ambiental precisa ir do discurso à ação, principalmente nos centros das grandes metrópoles e nas periferias.

Logo, reiterar-se de novas práticas de consumo e o descarte adequado desses resíduos, inclusão social, pode ser o começo de uma perspectiva salutar que influenciará positivamente para o futuro do planeta Terra. Portanto, somente com a educação seremos capazes  de propor novos rumos na qualidade de vida para as novas gerações.


Por Lia Batista, 2025

FONTES

SUSTENTABILIDADE: ENTENDA O QUE É, IMPORTÂNCIA E EXEMPLO. Exame, 06 dez 2023. Disponível em: https://exame.com/esg/sustentabilidade-entenda-o-que-e-importancia-e-exemplos/ Acesso em: 19 ago 2025.

PROPOSTA PARA ALCANCE ODS 7. Rede ODS Brasil,  14 JUL 2018.

Disponível em: https://www.redeodsbrasil.org/post/2018/07/14/propostas-para-alcancar-o-ods-7 Acesso em: 19 ago 2025.




Holambra - Um paraiso de flores.

Imagem: Lia Batista (2026)

Holambra: um pedacinho da Holanda em meio às flores do interior paulista.

               Imagens: Paixão Barbosa (2026)

Visitar Holambra é como entrar em um pequeno pedaço da Holanda sem sair do Brasil. Charmosa, colorida e repleta de flores por todos os lados, a cidade encanta turistas com sua arquitetura típica, gastronomia e paisagens inesquecíveis.

Imagens: Otacisio Pereira (2026)

O nome Holambra surgiu da união entre Holanda, América e Brasil, representando a origem da colônia fundada por imigrantes holandeses em 14 de julho de 1948. Localizada na região de Campinas, a cerca de 134 km da capital paulista, a cidade se transformou em um dos destinos turísticos mais procurados do interior de São Paulo, recebendo o título de estância turística pela Embratur em 1998.

Logo na entrada, o famoso portal holandês já impressiona os visitantes. As construções típicas, os jardins floridos e os detalhes inspirados na cultura europeia deixam o passeio ainda mais especial. Caminhar pelo centrinho de Holambra é apreciar cores, flores e muita tranquilidade.



Imagens: Paixão Barbosa (2026)

Um dos pontos turísticos mais visitados é o famoso Moinho Povos Unidos, uma réplica fiel dos tradicionais moinhos holandeses. Com 38,5 metros de altura, ele funciona movido pela força dos ventos e oferece uma linda vista panorâmica da cidade. O espaço ao redor também rende belas fotografias.

                                                         Imagens: Paixão Barbosa (2026)

Outro lugar encantador é o Bloemen Park, perfeito para quem ama natureza e paisagens floridas. O parque reúne dezenas de espécies de flores, rosas, girassóis e árvores nativas, além de lagos, áreas de lazer e restaurantes. Um ambiente ideal para relaxar e aproveitar momentos tranquilos em meio à natureza.

               Imagens: Otacisio Pereira (2026)

O Parque Van Gogh também merece destaque. Localizado às margens do Lago do Holandês, o espaço homenageia o pintor holandês Vincent Van Gogh e conta com réplicas de suas obras, além de atrações como pedalinho, tirolesa e aluguel de bicicletas. As casinhas temáticas ao redor completam o charme do loca

                                                          Imagens: Otacisio Pereira (2026)

                                                             Imagem: Lia Batista (2026)

Entre agosto e setembro, Holambra recebe a Expoflora, considerada o maior evento de flores da América Latina. Nessa época, a cidade fica ainda mais movimentada e colorida, atraindo milhares de turistas em busca das apresentações culturais, danças típicas, culinária holandesa e, claro, muitas flores.

                                                              Imagem: Lia Batista (2026)

Durante minha segunda visita à cidade, pude rever os belíssimos campos floridos, as fontes, os lagos e as fazendas decoradas com flores de diversas espécies. Além disso, a culinária regional foi uma experiência à parte. Restaurantes aconchegantes, cercados por jardins floridos, oferecem pratos inspirados na tradição holandesa. E o famoso sorvete de flores, sem dúvida, foi uma das sobremesas mais deliciosas que já experimentei.

                                                         Imagens: Otacisio Pereira (2026)

Holambra é um destino que inspira paz, beleza e encantamento. Entre praças, museus, parques e campos floridos, cada cantinho da cidade proporciona uma experiência única. Uma viagem que vale muito a pena e deixa vontade de voltar outras vezes.


Fonte: 

https://portaldeholambra.com.br/pontos-turisticos-holambra/https://portaldeholambra.com.br/pontos-turisticos-holambra/
Disponível em:
https://bloemenpark.com.br/. Acesso em 30/05/2926.

PRANDI, Jair. O que fazer em Holambra: Cidade das flores.
Disponivel em:

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Lancamento: "Energia Limpa: o futuro sustentável".



Imagens: Arquivo pessoal - Lia Batista - 2026.

Foi com muita honra que, mais uma vez, venho compor o rol de seletos coautores da XIV coletânea da ALMECE — Academia de Letras dos Municípios Cearenses.

Sob o olhar atento e criterioso do organizador e escritor Bernivaldo Carneiro, a obra, intitulada Energia Limpa: Um Futuro Sustentável, convida o leitor a uma profunda reflexão sobre as possibilidades de geração de energia limpa e sustentável como alternativa para evitar o colapso ambiental e contribuir para a preservação do nosso planeta.

Na ocasião, estiveram presentes autoridades, escritores e intelectuais da sociedade cearense, além de 48 escritores brasileiros, que compartilharam seus textos, inquietações, pesquisas e experiências próprias acerca de um dos grandes desafios da contemporaneidade: construir um futuro no qual desenvolvimento e sustentabilidade possam caminhar lado a lado.

Esta não é simplesmente uma obra técnica ou um manual. É, sobretudo, uma ponte entre conhecimento, reflexão e ação, na qual a palavra se transforma em instrumento para expressar nossas inquietações e estimular debates que possam resultar em atitudes concretas em uma sociedade marcada pelo constante desenvolvimento e pelo consumo, muitas vezes, inconsciente.

Pensando nessa possibilidade, acreditamos que já é tempo de acendermos inteligências e ampliarmos nossa consciência sobre as fontes de energia disponíveis na natureza. Podemos aproveitar de maneira responsável a energia do sol, das ondas, dos ventos e da biomassa, entre tantas outras possibilidades, buscando reduzir a emissão de gases poluentes e os impactos ambientais provocados pelo atual modelo de desenvolvimento.

Mais do que discutir energia limpa, precisamos refletir sobre que futuro queremos deixar para as próximas gerações.

Conciliar crescimento econômico, inovação, responsabilidade social e preservação ambiental não é apenas uma escolha: é uma necessidade urgente para a continuidade da vida no planeta Terra.

Participar desta coletânea é, para mim, uma oportunidade de somar minha voz a tantas outras que acreditam que a palavra pode despertar consciências, provocar mudanças e ajudar a construir um futuro verdadeiramente sustentável.

Minha gratidão à ALMECE, ao organizador Bernivaldo Carneiro, ao presidente Francisco de  Assis Tizim e a todos os escritores que fazem parte desta importante obra coletiva.


Autoria: Lia Batista
Revisão e organização textual: realizada com auxílio do ChatGPT (OpenAI).
Declaração de uso de IA: O ChatGPT foi utilizado como ferramenta de apoio à revisão linguística, correção ortográfica e organização do texto. O conteúdo, as ideias e a responsabilidade pela versão final são da autora.


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Arte, Economia Circular e Partilha de Saberes no EPEN 2026





                        Foto: Acervo pessoal | 2026.

Tive a honra de participar do  EPEN 2026  (O XXVIII Encontro de Pesquisa Educacional do Nordeste (EPEN) – Reunião Científica Regional Nordeste da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Educação (ANPEd) que aconteceu na UECE-Universidade  Estadual do Ceará. Na ocasião além dos trabalhos acadêmicos apresentados por pesquisadores de todo o Brasil, manifestações culturais, foi destaque também a exposição de cartões-postais e Feira de Economia Circular da REMES – Rede de Mulheres Empreendedoras Sustentáveis, experiência enriquecedora marcada pela partilha de saberes, valorização do fazer manual e pelo compromisso com práticas sustentáveis juntos aos ODS.

Foto: Acervo pessoal | 2026.

Na feira, mulheres cearenses apresentaram suas habilidades e seus trabalhos artesanais, produzidos a partir do reaproveitamento de materiais que seriam descartados. Fuxicos, bonecos, fibras naturais e luminárias confeccionadas com filtros de ar automotivos foram utilizados também na ornamentação dos espaços, demonstrando como resíduos podem ganhar novas funções por meio da criatividade e do trabalho artesanal.

Foto: Acervo pessoal | 2026.

Entre os materiais utilizados estavam resíduos têxteis provenientes de fábricas locais, que foram transformados em peças artesanais e elementos decorativos. Essas iniciativas evidenciam não apenas a preocupação com o meio ambiente, mas também o potencial da economia circular para a geração de renda, autonomia e valorização dos saberes das mulheres.          

                                         

                                                    Foto: Acervo pessoal | 2026.

O evento contou também com a participação de um grupo incluisivo de bonequeiros prestando homenagem a Vò Luiza, a bonequeira referência de 102 anos. O grupo é regido pela coordenação da professora Oda.


Foto: Acervo pessoal | 2026.


Da Goiva ao Pincel: diálogos com a linguagem da xilogravura na pintura


Foto: Acervo pessoal | 2026.

Além das atividades da feira, sob minha coordenação, como artista visual, foi realizada a  18ª pintura coletiva, parte de um projeto pessoal que venho desenvolvendo com desde 2014 com
 estudantes, acadêmicos e comunidades periféricas. 
A proposta transformou a arte em um espaço de diálogo, criação colaborativa e consciência socioambiental, utilizando materiais alternativos reaproveitados.

                     
                                                              Foto: Acervo pessoal | 2026.

Intitulada “Da Goiva ao Pincel: diálogos com a linguagem da xilogravura na pintura”, a obra apresenta uma pintura manual inspirada na estética da xilogravura nordestina, utilizando contornos marcantes, contrastes e hachuras que remetem visualmente aos sulcos produzidos pela goiva na madeira.

                              
                                                              Foto: Acervo pessoal | 2026.

A obra foi executada sobre lona de banner pós-consumo, descartada por empresas, ressignificando um material originalmente destinado à comunicação publicitária e transformando-o em suporte artístico. A lona de banner é, em geral, constituída por uma malha de poliéster revestida com PVC (policloreto de vinila). Seu reaproveitamento como suporte pictórico evidencia uma prática de reutilização de resíduos alinhada aos princípios da economia circular.

             
                                                            Foto: Acervo pessoal | 2026.

Mais do que uma experiência estética, a pintura coletiva possibilitou o encontro entre diferentes saberes e gerações. O processo de criação compartilhada aproximou estudantes, acadêmicos e participantes por meio da arte, estabelecendo um diálogo entre tradição e contemporaneidade, cultura popular e educação, criatividade e sustentabilidade.

A proposta também evidencia o potencial da arte como prática educativa e instrumento de valorização do patrimônio cultural. Ao aproximar a linguagem da xilogravura de uma pintura realizada coletivamente sobre um suporte reaproveitado, a obra demonstra que é possível criar novos significados a partir daquilo que seria descartado.



                                                           Foto: Acervo pessoal | 2026.

Participar do EPEN 2026 foi, portanto, uma experiência marcada pela partilha de saberes, pelo fazer colaborativo e pelo fortalecimento de práticas sustentáveis. Acredito que educação, arte e economia circular caminham juntas na construção de um futuro mais humano, criativo e responsável, no qual o conhecimento se constrói coletivamente e os resíduos podem encontrar novos caminhos por meio da arte e da transformação.


segunda-feira, 1 de junho de 2026

POEMA ABAYOMI

 


Por Lia Batista

No mar revolto, tumbeiros diaspórico

Distrai essa gente imponente forte, valente,

Destemida boneca negra, ABAYOMI

Retalhos de mim.

Feita com amor

nós de amarrar,

Lá vem ela para amarrar esse nó de laços,

Apertos e abraços. 


Mãe, filhos.

Encontro precioso.


Encanta... Cultura 

Afro-brasileira. 

Rompe com esse branqueamento imposto

Autoestima, amuleto, proteção…

Guarda-me nos teus cabelos fofos, 

Turbantes,

Lábios carnudos, no coração...


Memória, afeto, felicidade de ser menina, mulher, mãe.

Virar gente grande…Grande gente, virar

Mulher,

Em po de ra da!

EMPODERADA!

Só querer, vem!




Fonte: 

BATISTA, Lia. Poemas sutis/Lia Batista-Fortaleza: RDS, 2024


EMPREENDENDO COM O "LIXO" AUTOMOTIVO

MUSEU DO CAJU 19 ANOS

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