É um projeto de empreendedorismo socioambiental, atuante no campo das Artes Visuais, escrita criativa (prosa e verso), economia circular e práticas ESG. Objetivo: fomentar práticas de empreendedorismo socioambiental com mulheres periféricas por meio da cultura visual fortalecendo o potencial criativo com foco no meio ambiente. Atividades: Exposições de arte, oficinas de pintura, artesanato ecológico, customização, palestras sobre educação ambiental e empoderamento feminino.

sexta-feira, 20 de março de 2026

 


 Imagem gerada por inteligência artificial (ChatGPT/DALL·E), a partir de concepção autoral.

Nossa vida é um livro — desses que não se encontram em prateleiras empoeiradas, mas que pulsa silencioso dentro do peito. Um livro escrito com letras sensíveis, códigos quase indecifráveis, mergulhados nas profundezas do que sentimos e, muitas vezes, não dizemos.

Há dias em que ele se abre com leveza, como se pedisse para ser lido em voz alta. Em outros, se fecha com firmeza, guardando suas páginas como quem protege um segredo antigo. E há ainda aqueles dias em que ele se arrasta, pesado, como se cada palavra custasse a existir.

Vivemos, então, como livros esquecidos em uma biblioteca imensa — cercados de histórias, mas desejando, no fundo, que alguém nos escolha, nos toque, nos leia com cuidado.

Porque um livro fechado não compartilha memórias. Não revela pensamentos. Não permite que suas histórias respirem fora de si. Ele guarda, comprime, silencia. E, no silêncio prolongado, até as mais belas palavras podem adoecer.

Mas quando se abre… ah, quando se abre, algo mágico acontece.

As letras escapam. As palavras ganham corpo. Versos se alinham, estrofes se revelam, contos se desenrolam como rios. As poesias, antes oprimidas, encontram espaço para existir no mundo. E aquilo que era só interno, íntimo, quase secreto, transforma-se em ponte — ligação entre quem escreve e quem lê.

O livro da nossa vida encanta. Reencanta. Surpreende até mesmo o próprio autor.

E talvez o mais bonito seja perceber que não precisamos de leitores perfeitos — apenas de presenças dispostas. Um olhar atento, um ouvido aberto, um coração disponível já são suficientes para dar sentido às nossas páginas.

Um sorriso, a autoestima resgatada, a alegria inesperada — tudo isso funciona como capa viva, como vento que folheia nossas páginas e nos lembra que fomos feitos para ser lidos, não escondidos.

No fim, a grande verdade é simples: todo livro quer existir para além de si.

E nós também.

Toda vida é um livro esperando ser lido.”

Texto: O Livro que Respira em Nós
Imagem: O Livro da Vida
© 2026 — Eliane Batista Barbosa (Lia Batista)
Criação autoral com apoio de inteligência artificial.

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