É um projeto de empreendedorismo socioambiental, atuante no campo das Artes Visuais, escrita criativa (prosa e verso), economia circular e práticas ESG. Objetivo: fomentar práticas de empreendedorismo socioambiental com mulheres periféricas por meio da cultura visual fortalecendo o potencial criativo com foco no meio ambiente. Atividades: Exposições de arte, oficinas de pintura, artesanato ecológico, customização, palestras sobre educação ambiental e empoderamento feminino.

quarta-feira, 4 de março de 2026

MEU ATELIÊ: ARTE, ESCUTA E TRANSFORMAÇÃO

 Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.

É um ambiente de arte, escuta e pesquisa acadêmica. Minha arte nasce das poéticas do cotidiano, onde é atravessada pelas famílias da periferia, pelas mulheres, pelos trabalhadores, pelas histórias que muitas vezes não chegam aos museus, mas que sustentam a vida.
                                                     

 Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.

Para mim, a arte nunca foi apenas um ato criativo. É também cuidado, pesquisa, resistência e construção de futuro, assim, sigo acreditando que o ateliê é um território de transformação, um lugar onde a arte escuta, acolhe e devolve ao mundo novas possibilidades de existência. 

 

 Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.

 Ao longo dos anos, ele se tornou um lugar de encontros, pois recebo pessoas de diferentes lugares do Brasil e também de outros países que vêm para dialogar sobre artesanato,  sustentabilidade e cultura brasileira.  

Aqui, ninguém é apenas visitante: todos são convidados a participar dos processos, a tocar os materiais, a experimentar, a criar junto.

 Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.

Acredito na arte como experiência compartilhada e também como prática de diálogo. Muito do que sustenta meu trabalho conversa com o pensamento de Paulo Freire, quando ele nos ensina que o conhecimento se constrói na troca, na escuta e na valorização dos saberes populares. No meu ateliê, a periferia não é objeto de estudo: é sujeito de conhecimento.

Eventualmente, recebo grupos de pesquisadores e professores universitários que buscam uma vivência imersiva, onde chegam com seus projetos, suas perguntas, seus referenciais teóricos e encontram aqui um território vivo. Um espaço onde a pesquisa não fica apenas no papel, mas se mistura com histórias, memórias e práticas cotidianas.

                                               

Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.

Com esses olhares diversos, as conversas se expandem. Logo, falamos de feminismos,  decolonização, empreendedorismo, sustentabilidade, literatura, arte e território.Cada encontro amplia a compreensão  de que a periferia é produtora de conhecimento, cultura e pensamento crítico.

Há 13 anos, desenvolvo atividades que dialogam com a arteterapia e com processos de criação coletiva. Nesse percurso, sempre me senti próxima da sensibilidade de Nise da Silveira, que reconhecia na arte uma via profunda de expressão e cura. Assim como ela, acredito que a criação artística acessa dimensões subjetivas que muitas vezes não encontram espaço na linguagem formal.

                                                

 Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025. 

Ao longo desse tempo, testemunhei mudanças evidentes e positivas na vida de muitas pessoas.  Logo, a arte tem sido ferramenta de cuidado, fortalecimento e transformação social, pois organiza afetos, desperta autonomia, cria pertencimento e ressignifica histórias.

Ao longo de 2025, recebi diversos grupos de pesquisadores de vários estados brasileiros para refletirmos juntos sobre a arte como instrumento de transformação social, cultural e ambiental. Foram momentos potentes de trocas, onde teoria e prática caminharam lado a lado, sobretudo para quem defende uma educação viva, situada e comprometida com o mundo real.

Referências

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

SILVEIRA, Nise da. O Mundo das Imagens. São Paulo: Ática, 1992.

SILVEIRA, Nise da. Imagens do Inconsciente. Rio de Janeiro: Alhambra, 1981.

Nota Metodológica sobre o Uso de Inteligência Artificial

A produção textual apresentada neste blog integra um percurso de pesquisa artística, prática extensionista e investigação situada desenvolvida ao longo de 13 anos de atuação no ateliê, em diálogo com comunidades periféricas, pesquisadores, docentes e instituições acadêmicas.

No processo de organização, revisão linguística e sistematização estrutural das ideias, foi utilizada, como ferramenta auxiliar, a tecnologia ChatGPT, modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI. Seu uso restringiu-se ao apoio técnico de estruturação textual, sem delegação de autoria intelectual, formulação conceitual autônoma ou análise crítica independente.

A autoria, a responsabilidade teórica, o posicionamento epistemológico, a interpretação das experiências relatadas e a condução metodológica permanecem integralmente sob minha responsabilidade.

A utilização dessa tecnologia está alinhada aos princípios de transparência, responsabilidade e integridade científica que orientam a produção acadêmica contemporânea. Em consonância com diretrizes de ética em pesquisa — como aquelas preconizadas pelo Conselho Nacional de Saúde no âmbito das pesquisas envolvendo seres humanos, bem como pelas recomendações do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico no que se refere à integridade na produção do conhecimento — declara-se explicitamente a mediação tecnológica empregada no processo de escrita.

Compreende-se a inteligência artificial como instrumento técnico de apoio à comunicação científica, cuja utilização exige discernimento crítico, responsabilidade autoral e clareza quanto aos seus limites. Tal recurso não substitui a experiência empírica, o trabalho de campo, a elaboração teórica própria nem o compromisso ético com os sujeitos, territórios e contextos envolvidos na pesquisa.

Essa declaração reafirma o compromisso com a honestidade intelectual, a rastreabilidade dos processos e a ética na produção e difusão do conhecimento.

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