Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.

Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.
Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.
Ao longo dos anos, ele se tornou um lugar de encontros, pois recebo pessoas de diferentes lugares do Brasil e também de outros países que vêm para dialogar sobre artesanato, sustentabilidade e cultura brasileira.
Aqui, ninguém é apenas visitante: todos são convidados a participar dos processos, a tocar os materiais, a experimentar, a criar junto.

Eventualmente, recebo grupos de pesquisadores e professores universitários que buscam uma vivência imersiva, onde chegam com seus projetos, suas perguntas, seus referenciais teóricos e encontram aqui um território vivo. Um espaço onde a pesquisa não fica apenas no papel, mas se mistura com histórias, memórias e práticas cotidianas.
Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.
Com esses olhares diversos, as conversas se expandem. Logo, falamos de feminismos, decolonização, empreendedorismo, sustentabilidade, literatura, arte e território.Cada encontro amplia a compreensão de que a periferia é produtora de conhecimento, cultura e pensamento crítico.
Há 13 anos, desenvolvo atividades que dialogam com a arteterapia e com processos de criação coletiva. Nesse percurso, sempre me senti próxima da sensibilidade de Nise da Silveira, que reconhecia na arte uma via profunda de expressão e cura. Assim como ela, acredito que a criação artística acessa dimensões subjetivas que muitas vezes não encontram espaço na linguagem formal.
Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.
Ao longo desse tempo, testemunhei mudanças evidentes e positivas na vida de muitas pessoas. Logo, a arte tem sido ferramenta de cuidado, fortalecimento e transformação social, pois organiza afetos, desperta autonomia, cria pertencimento e ressignifica histórias.
Referências
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
SILVEIRA, Nise da. O Mundo das Imagens. São Paulo: Ática, 1992.
SILVEIRA, Nise da. Imagens do Inconsciente. Rio de Janeiro: Alhambra, 1981.
Nota Metodológica sobre o Uso de Inteligência Artificial
A produção textual apresentada neste blog integra um percurso de pesquisa artística, prática extensionista e investigação situada desenvolvida ao longo de 13 anos de atuação no ateliê, em diálogo com comunidades periféricas, pesquisadores, docentes e instituições acadêmicas.
No processo de organização, revisão linguística e sistematização estrutural das ideias, foi utilizada, como ferramenta auxiliar, a tecnologia ChatGPT, modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI. Seu uso restringiu-se ao apoio técnico de estruturação textual, sem delegação de autoria intelectual, formulação conceitual autônoma ou análise crítica independente.
A autoria, a responsabilidade teórica, o posicionamento epistemológico, a interpretação das experiências relatadas e a condução metodológica permanecem integralmente sob minha responsabilidade.
A utilização dessa tecnologia está alinhada aos princípios de transparência, responsabilidade e integridade científica que orientam a produção acadêmica contemporânea. Em consonância com diretrizes de ética em pesquisa — como aquelas preconizadas pelo Conselho Nacional de Saúde no âmbito das pesquisas envolvendo seres humanos, bem como pelas recomendações do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico no que se refere à integridade na produção do conhecimento — declara-se explicitamente a mediação tecnológica empregada no processo de escrita.
Compreende-se a inteligência artificial como instrumento técnico de apoio à comunicação científica, cuja utilização exige discernimento crítico, responsabilidade autoral e clareza quanto aos seus limites. Tal recurso não substitui a experiência empírica, o trabalho de campo, a elaboração teórica própria nem o compromisso ético com os sujeitos, territórios e contextos envolvidos na pesquisa.
Essa declaração reafirma o compromisso com a honestidade intelectual, a rastreabilidade dos processos e a ética na produção e difusão do conhecimento.



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