É um projeto de empreendedorismo socioambiental, atuante no campo das Artes Visuais, escrita criativa (prosa e verso), economia circular e práticas ESG. Objetivo: fomentar práticas de empreendedorismo socioambiental com mulheres periféricas por meio da cultura visual fortalecendo o potencial criativo com foco no meio ambiente. Atividades: Exposições de arte, oficinas de pintura, artesanato ecológico, customização, palestras sobre educação ambiental e empoderamento feminino.

quarta-feira, 4 de março de 2026

PALESTRA - “A Força da Palavra na Construção da Identidade Cultural”

 

Cultura que floresce nos municípios.



Imagem: Acervo pessoal - Lia Batista 2026

Estive no município de Pacajus (CE) para ministrar uma palestra dedicada à valorização da cultura, da literatura e das iniciativas que fortalecem a identidade dos nossos territórios. Foi um encontro de partilha, escuta e inspiração, reunindo escritores e professores em um diálogo sensível sobre o papel das academias, dos projetos culturais e da formação de novos protagonistas na construção de uma sociedade mais consciente, criativa e culturalmente ativa.

Falar sobre cultura nos municípios é falar de pertencimento, memória e futuro. É reconhecer talentos, incentivar vozes e reafirmar que a arte e a educação são caminhos reais de transformação social.

REVISTA VOZ DA PALAVRA

Voz da Palavra: quando a literatura ganha corpo e território


Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista (2026)


Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista (2026)

Estive presente no lançamento das edições físicas 18 e 19 da Revista Voz da Palavra, publicação literária idealizada pelos escritores cearenses Gilson de Albuquerque Pónthes e Pedro Blum de Moura.

Depois de um percurso inicialmente virtual, a revista materializou-se em formato impresso, marcando uma nova etapa de sua trajetória editorial. O encontro aconteceu em espaço cultural no município de Eusébio, reunindo escritores cearenses e fortalecendo a cena literária contemporânea do estado.




Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista (2026)

A edição 17, 18 e edição 19 destacou um dos diretores, Gilson Pónthes, também artista plástico, reafirmando o diálogo entre palavra e imagem, literatura e artes visuais.

O lançamento foi mais que um evento editorial — foi um encontro de vozes e presenças. Participei com uma mini exposição de obras de arte e com meu artesanato ecológico, propondo um diálogo entre sustentabilidade, criação artística e literatura. 





Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista (2026)

Além disso, apresentei meu livro Poemas Sutis por Lia Batista (2024), obra classificada no Ministério da Cultura, por meio do Prêmio Carolina Maria de Jesus, 2023, iniciativa do Governo Federal voltada ao reconhecimento da produção literária.

Entre páginas recém-impressas, telas expostas e conversas partilhadas, reafirmou-se a potência da cultura produzida no Ceará: uma literatura que nasce do território, se articula em rede e encontra no impresso não apenas suporte material, mas gesto simbólico de permanência.


Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista (2026)

Estar ali foi também afirmar meu compromisso com a arte como prática de encontro, pesquisa e resistência cultural — onde a palavra não apenas se escreve, mas se vive, se compartilha e se torna comunidade.

(Texto elaborado a partir de reflexões autorais, com apoio de ferramenta de inteligência artificial.)


Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista (2026)

Quero parabenizar e agradecer aos organizadores do evento, o grande ficcionista, romancista, novelista e contista Bernivaldo Carneiro pelo acolhimento, aos diretores da Revista  Voz da Palavra (Gison Pontes e Pedro Blum) e a todos os acadêmicos, literários e apreciadores da boa arte, literatura e cultura que estiveram presentes. 

REFERÊNCIA

Texto revisado e estruturado com apoio do ChatGPT (OpenAI, 2026).

MEU ATELIÊ: ARTE, ESCUTA E TRANSFORMAÇÃO

 Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.

É um ambiente de arte, escuta e pesquisa acadêmica. Minha arte nasce das poéticas do cotidiano, onde é atravessada pelas famílias da periferia, pelas mulheres, pelos trabalhadores, pelas histórias que muitas vezes não chegam aos museus, mas que sustentam a vida.
                                                     

 Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.

Para mim, a arte nunca foi apenas um ato criativo. É também cuidado, pesquisa, resistência e construção de futuro, assim, sigo acreditando que o ateliê é um território de transformação, um lugar onde a arte escuta, acolhe e devolve ao mundo novas possibilidades de existência. 

 

 Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.

 Ao longo dos anos, ele se tornou um lugar de encontros, pois recebo pessoas de diferentes lugares do Brasil e também de outros países que vêm para dialogar sobre artesanato,  sustentabilidade e cultura brasileira.  

Aqui, ninguém é apenas visitante: todos são convidados a participar dos processos, a tocar os materiais, a experimentar, a criar junto.

 Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.

Acredito na arte como experiência compartilhada e também como prática de diálogo. Muito do que sustenta meu trabalho conversa com o pensamento de Paulo Freire, quando ele nos ensina que o conhecimento se constrói na troca, na escuta e na valorização dos saberes populares. No meu ateliê, a periferia não é objeto de estudo: é sujeito de conhecimento.

Eventualmente, recebo grupos de pesquisadores e professores universitários que buscam uma vivência imersiva, onde chegam com seus projetos, suas perguntas, seus referenciais teóricos e encontram aqui um território vivo. Um espaço onde a pesquisa não fica apenas no papel, mas se mistura com histórias, memórias e práticas cotidianas.

                                               

Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025.

Com esses olhares diversos, as conversas se expandem. Logo, falamos de feminismos,  decolonização, empreendedorismo, sustentabilidade, literatura, arte e território.Cada encontro amplia a compreensão  de que a periferia é produtora de conhecimento, cultura e pensamento crítico.

Há 13 anos, desenvolvo atividades que dialogam com a arteterapia e com processos de criação coletiva. Nesse percurso, sempre me senti próxima da sensibilidade de Nise da Silveira, que reconhecia na arte uma via profunda de expressão e cura. Assim como ela, acredito que a criação artística acessa dimensões subjetivas que muitas vezes não encontram espaço na linguagem formal.

                                                

 Imagem: Acervo pessoal da artista Lia Batista, 2025. 

Ao longo desse tempo, testemunhei mudanças evidentes e positivas na vida de muitas pessoas.  Logo, a arte tem sido ferramenta de cuidado, fortalecimento e transformação social, pois organiza afetos, desperta autonomia, cria pertencimento e ressignifica histórias.

Ao longo de 2025, recebi diversos grupos de pesquisadores de vários estados brasileiros para refletirmos juntos sobre a arte como instrumento de transformação social, cultural e ambiental. Foram momentos potentes de trocas, onde teoria e prática caminharam lado a lado, sobretudo para quem defende uma educação viva, situada e comprometida com o mundo real.

Referências

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

SILVEIRA, Nise da. O Mundo das Imagens. São Paulo: Ática, 1992.

SILVEIRA, Nise da. Imagens do Inconsciente. Rio de Janeiro: Alhambra, 1981.

Nota Metodológica sobre o Uso de Inteligência Artificial

A produção textual apresentada neste blog integra um percurso de pesquisa artística, prática extensionista e investigação situada desenvolvida ao longo de 13 anos de atuação no ateliê, em diálogo com comunidades periféricas, pesquisadores, docentes e instituições acadêmicas.

No processo de organização, revisão linguística e sistematização estrutural das ideias, foi utilizada, como ferramenta auxiliar, a tecnologia ChatGPT, modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI. Seu uso restringiu-se ao apoio técnico de estruturação textual, sem delegação de autoria intelectual, formulação conceitual autônoma ou análise crítica independente.

A autoria, a responsabilidade teórica, o posicionamento epistemológico, a interpretação das experiências relatadas e a condução metodológica permanecem integralmente sob minha responsabilidade.

A utilização dessa tecnologia está alinhada aos princípios de transparência, responsabilidade e integridade científica que orientam a produção acadêmica contemporânea. Em consonância com diretrizes de ética em pesquisa — como aquelas preconizadas pelo Conselho Nacional de Saúde no âmbito das pesquisas envolvendo seres humanos, bem como pelas recomendações do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico no que se refere à integridade na produção do conhecimento — declara-se explicitamente a mediação tecnológica empregada no processo de escrita.

Compreende-se a inteligência artificial como instrumento técnico de apoio à comunicação científica, cuja utilização exige discernimento crítico, responsabilidade autoral e clareza quanto aos seus limites. Tal recurso não substitui a experiência empírica, o trabalho de campo, a elaboração teórica própria nem o compromisso ético com os sujeitos, territórios e contextos envolvidos na pesquisa.

Essa declaração reafirma o compromisso com a honestidade intelectual, a rastreabilidade dos processos e a ética na produção e difusão do conhecimento.

terça-feira, 3 de março de 2026

CARTOGRAFIA DO SONO



Imagem de exposição simulada pelo ChatGpt


Imagem de exposição simulada pelo ChatGpt

Quando o tecido guarda mais memória que a paisagem

Por Lia Batista 

Cartografia do Sono nasceu do encontro entre o íntimo e o passageiro.

Escrevo esta série a partir do que fica.

Cartografia do Sono nasceu quando recebi fronhas e lençóis usados de um hotel da orla de Fortaleza. Eram tecidos que já tinham tocado rostos e corpos em trânsito, pessoas que chegaram em busca de sol, descanso, mar e depois partiram.

Quando esses tecidos chegaram às minhas mãos, percebi que não eram neutros. Havia neles uma espécie de silêncio acumulado. Uma respiração antiga. Marcas invisíveis de noites mal dormidas, de sonhos leves, de cansaços profundos. Decidi que minha pintura não viria para apagar essas memórias, mas para conversar com elas.

A série é composta por 20 fronhas e dois lençóis que transformei em instalação. Trabalho cada peça como se fosse um momento único. Penso nas malas abertas sobre a cama, na ansiedade de quem está longe de casa, na entrega vulnerável do sono. Entre chegada e partida, o corpo descansa, mas nunca completamente.

Minha gestualidade nasce dessa tensão. Pinto como quem escuta. Como quem tenta mapear aquilo que não se vê: o peso do dia que ficou no travesseiro, o pensamento que atravessou a madrugada, o rastro que permanece mesmo depois da troca dos hóspedes.

Os alinhavos que surgem nas obras são gestos de cuidado. São tentativas de reparar algo que o tempo deixou. Costuras simbólicas que tocam feridas que não conheço, mas que sinto existir.

Ao levar essas fronhas para o espaço expositivo, transformo um objeto doméstico em território. Para mim, a fronha já sabe mais da cidade do que qualquer imagem turística. Ela testemunha o que é humano, frágil e transitório.

Cartografia do Sono é, no fundo, uma escuta. Uma tentativa de ler a cidade através do que ficou no tecido.






















 

 Artista plástica Lia Batista, série produzida em janeiro e fevereiro de 2026.
Técnica mista sobre tecido.

YouTube: 

Disponível em: https://www.youtube.com/shorts/glXQSt9g-Yo. Acesso em: 03 mar. 2026.

EMPREENDENDO COM O "LIXO" AUTOMOTIVO

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